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Prevalência de Pessoas com Queixas de Tontura que Praticam Pilates no Oeste Catarinense


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Publicado em: 18/10/2019

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PREVALÊNCIA DE PESSOAS COM QUEIXAS DE TONTURA QUE PRATICAM PILATES NO OESTE CATARINENSE E ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA

 

Trabalho de conclusão de curso apresentado como exigência para obtenção de nota nas disciplinas de TCC I, seminário de TCC I, e qualificação de projeto, do curso de Fisioterapia, ministrada pela Universidade do Contestado – UnC, Campus Concórdia, sob Orientação da Professora Ms. Daniela Regina Sposito Dias Oliva

  

CONCÓRDIA

2019

 

LISTA DE ABREVIATURAS E/OU SIGLAS

 

CSC – Canal Semicircular

FV - fisioterapia vestibular

SC- Santa Catarina

VPPB – Vertigem Posicional Paroxistica Benigna

Sumário

 

1 INTRODUÇÃO.. 4

 

1.1 OBJETIVOS.. 6

 

1.1.1 Objetivo Geral 6

 

1.1.2 Objetivos Específicos. 7

 

2  REFERENCIAL TEÓRICO.. 8

 

2.1  O MÉTODO DE PILATES.. 11

 

2.2                  TONTURA / VERTIGEM.. 12

 

2.2.1  Patologias mais incidentes que provocam conflitos vestibulares no Pilates. 13

 

2.3                  FISIOTERAPIA VESTIBULAR.. 16

 

3  MATERIAL E MÉTODOS.. 24

 

3.1 TIPO DE PESQUISA: 24

 

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA.. 24

 

3.3 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS.. 25

 

3.4 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS.. 25

 

3.5  ASPECTOS ÉTICOS.. 26

 

3.6 PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DE DADOS.. 27

 

4 RECURSOS.. 29

 

4.1 RECURSOS HUMANOS.. 29

 

4.2 RECURSOS MATERIAIS.. 29

 

4.2.1 Recursos Financeiros Permanentes. 29

 

4.2.2 Materiais de Consumo. 29

 

5  CRONOGRAMA.. 30

 

REFERÊNCIAS.. 31

 

APÊNDICES.. 34

 

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO.. 42

 

 

 

 

 

 

 

 


1 INTRODUÇÃO

 

           

Com o passar dos anos observou-se grandes mudanças no comportamento das pessoas com base em estilos de vida, preocupações com a saúde e o bem estar, surgiram então, muitas opções de atividades físicas e com elas o “Pilates”.

Joseph H. Pilates, o criador do método de Pilates, nasceu em 09 de dezembro de 1883, em Mönchengladbach, na Alemanha.  Através do método chamado inicialmente pelo alemão de “contrologia”, a busca da reeducação dos movimentos que permite identificar os limites e as necessidades da autonomia humana, traz consigo também a interação do corpo e da mente e seus comportamentos, sabendo-se que pensamentos, emoções, fatores sociais e comportamentais podem afetar diretamente o indivíduo.

O método chegou ao Brasil somente na década de 90, oferecendo a população um inovador recurso terapêutico que visa não somente atender os aspectos físicos e fisiológicos do corpo, mas também a estimulação e a ativação global dos sistemas, através de uma atividade interessante, prazerosa e moderna. Joseph descreve que a modernidade unida à má postura e a respiração ineficiente é uma das origens dos problemas de saúde. (RAY apud JULIANO; BERNARDES, 2016).

Através desta prática, é possível beneficiar a todos os públicos sendo adaptáveis as necessidades de cada paciente, melhorando assim o condicionamento tanto de homens quanto de mulheres em qualquer faixa etária. O beneficio deste método pode também alcançar mulheres gestantes auxiliando principalmente nos quadros de lombalgias durante esse período. Já para os idosos que buscam uma atividade mais suave e tranquila, a prática contínua do método auxilia principalmente para a melhora do equilíbrio, a diminuição das limitações funcionais e a manutenção da independência física, psíquica e social. (SCHERF; GUADAGNIN; DIAS, 2017)

Segundo Lopes (2017), o método do Pilates por meio das contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas), enfatizando a isometria, associada a respiração com “contração do diafragma, do transverso abdominal, do multífido e dos músculos do assoalho pélvico” (SILVA; MANNRRICH, 2009), se difunde com o intuito de atender a reabilitação física e para prevenir disfunções de origem ortopédica, neurológica, reumatológica, cardiopulmonar e urológica.

Os exercícios de Pilates se dispõem a partir de movimentos dinâmicos com deslocamentos e deslizamentos dinâmicos, imitando as atividades do cotidiano através da orientação visuoespacial, agregando exercícios sistematizados necessitando de informações proprioceptivas vestibulares e visuais, favorecendo respostas motoras mais eficazes com melhor processamento neural. (FERREIRA et al; MARTINS et al, apud LOPES, 2017)

            Silva; Mannrrich (2009) afirmam que há uma associação do controle muscular e percepção do corpo que através da estimulação respiratória e concentração podem ocasionar alterações do ouvido interno (labirinto), podendo trazer sintomas como a vertigem (tontura rotatória), náuseas e instabilidade ao realizar os exercícios propostos pelo método, principalmente nas primeiras sessões “aulas”. A tontura contudo, é um sintoma considerado um sintoma muito limitante, interferindo diretamente na escolha da atividade física e, portanto, muitos pacientes desistem de iniciar ou dar continuidade nas aulas.

A tontura é apresentada como queixa em diversos níveis de atendimento à saúde, sendo ela mais comum em mulheres, três vezes mais em idosos quando comparado com a população jovem, e de forma ampla, o paciente relata sentir a “cabeça pesada” ou “cabeça vazia”. (LIMA; MACHADO, 2015)

Muitos dos pacientes que buscam o Pilates são mulheres e idosos, eis que a prevalência de mulheres e idosos acabam por se sobrepor em relação a demais públicos. Para Moraes et al, (2011) a tontura é comum em idosos do sexo feminino muitas vezes com duração de segundos em atividades como levantar da posição deitada ou sentada e virar a cabeça com alterações consideráveis no equilíbrio.

Em um estudo realizado por MORAES et al., (2011), a tontura afeta aproximadamente 20% a 30% a população geral, sendo esta mais prevalente em mulheres. A população idosa e o passar da idade aumenta consideravelmente as queixas de tontura, como também relatos específicos para tonturas de origem vestibular que estão presentes 65% de indivíduos com 65 anos ou mais.

O fisioterapeuta deve estar preparado para orientar pacientes com queixas de tontura em seus atendimentos, pois o numero de pessoas com queixas de tonturas vem aumentando consideravelmente, o que atrapalha o efetivo desenvolvimento da prática do Pilates, baixo rendimento e por muitas vezes desistências dos próprios alunos.  Por ser uma área nova outorgada pelo Coffito desde Junho de 2012, ainda dentro da fisioterapia brasileira o assunto é considerado novo e pouco conhecido.

E necessário que pesquisas sejam realizadas no sentido de diagnosticar a incidência de pessoas com tontura e saber como os fisioterapeutas estão lidando com isso, no intuito de evitar que pacientes abandonem a prática ou deixem de realizar suas atividades em virtude da tontura.

Segundo o exposto acima, faz-se o seguinte questionamento: Qual a incidência de queixas de tontura em praticantes de pilates e como os fisioterapeutas estão abordando tais queixas?

Este trabalho tem como principal justificativa o alto índice de queixa de tontura observado dentro de estúdios de Pilates.

A especialidade dentro da intervenção de pacientes com tonturas se chama otoneurologia, compreende os profissionais médicos, audiólogos, fisioterapeutas e clinicas de otorrinolaringologia.

Na cidade de Concórdia há uma equipe especializada nesta área na qual a minha professora orientadora faz parte como fisioterapeuta. Diante disso, verificou-se em seus dados de consultório que muitos dos pacientes tinham como queixa a presença da tontura durante a aula de Pilates, o que fizeram afastar da atividade.

            A divulgação da existência da fisioterapia com intervenção não farmacológica para pacientes com tontura é de extrema importância uma vez que muitos ainda desconhecem. A reabilitação vestibular é realizada a partir de uma avaliação com diagnostico funcional e proposto um plano de tratamento adequado podendo ser realizado através de cinesioterapia ou manos indolores especiais.

            Diante das citações acima e da necessidade de ampliar o conhecimento acerca do tema esta pesquisa se torna necessária tanto para atualizações tanto para atualizações dos fisioterapeutas que atuam com o Pilates, quanto para a comunidade que receberão possivelmente as corretas orientações dos fisioterapeutas com o esclarecimentos da queixa e conduções e correta do seu caso.

 

1.1 OBJETIVOS

 

1.1.1 Objetivo Geral

 

Identificar a prevalência de pessoas praticantes de pilates que apresentam queixas de tonturas no Oeste Catarinense e como os fisioterapeutas abordam essa temática.

 

1.1.2 Objetivos Específicos

 

- Verificar o tempo que os profissionais entrevistados atuam em pilates;

- Verificar os principais sintomas apresentados pelos alunos relacionados ao labirinto

- Identificar quantos pacientes praticantes de pilates apresentaram sintomas de tonturas.

- Investigar a intervenção que os profissionais adotam quando o praticante refere tontura.

 

 

2  REFERENCIAL TEÓRICO

 

2.1  O MÉTODO DE PILATES

 

            Segundo estudos publicados por Scherer; Lisboa; Pasqualotti (2012) a tontura é considerada o segundo maior sintoma de prevalência na população mundial, perdendo apenas para a cefaleia, o que gera uma série de eventos negativos para a vida do indivíduo como a incapacidade de realizar suas atividades profissionais, sociais e domésticas causando uma má qualidade de vida.

Joseph Pilates, um estudioso e inovador alemão incrementou princípios de yoga e artes marciais ao estudo do movimento humano e, durante a Primeira Guerra Mundial atuando como enfermeiro, ajudando na recuperação dos feridos e treinou os internos com os exercícios que criou. (PANELLI; DE MARCO, 2009)

Segundo Herdman (1999), Joseph Pilates descreve a técnica como opção praticada por pessoas de todas as idades e formações, pois trata músculos mais fracos, fortalecendo-os, enquanto os mais fortes aumentam seu tônus e sua mobilidade, permitindo um corpo equilibrado, flexível e integrado. É necessário, no entanto, localizar os pequenos músculos, aprender como exercitá-los, o que exige um alto grau de concentração, controle e precisão, conhecida também como a técnica de “exercício pensante”. Este no entanto exige uma sincronia, incomum entre o corpo e a mente associando técnicas orientais de movimentos e meditação.

Para conseguir essa sincronia o praticante exigirá uma associação de estimulação dos sistemas sensoriais, incluindo o Sistema Vestibular, sistema tegumentar, sistema osteomioarticular, visual, respiratório, vascular e todos esses serão integrados pelo sistema nervoso central que fará os ajustes de controle postural e consequentemente coordenação das funções motoras.

Craig (2005), descreve que Joseph Pilates juntou os melhores aspectos das disciplinas dos exercícios orientais e ocidentais, onde o equilíbrio dos dois é o “antidoto” perfeito para a vida moderna, sendo que do Oriente, Pilates trouxe filosofias de contemplação, relaxamento e a ligação entre o corpo e a mente. Do Ocidente, trouxe a ênfase no enrijecimento muscular e força, a resistência e a intensidade do movimento e sendo assim, esse é um método do qual utiliza o corpo todo, não somente uma parte.

Pilates definiu ainda o princípio da “contrologia” que é a arte do controle e equilíbrio corpo e mente, sendo que este descreve como a consciência de todos os movimentos musculares do corpo, a correta utilização e aplicação dos mais importantes princípios das forças que se aplicam a cada um dos ossos do esqueleto, tendo como complemento o devido conhecimento dos mecanismos funcionais do corpo com o total entendimento dos princípios de equilíbrio e gravidade aplicados a cada movimento, no estado ativo, em repouso e dormindo. (PANELLI; DE MARCO, 2009)

O método de Pilates tem princípios básicos de controle do corpo, baseados em “contrologia” conforme quadro 1, abaixo:

 

Quadro 1: Princípios do Pilates.

1.    Principio da concentração: concentração nos movimentos corretos cada vez que é executado o exercício, para não fazer de forma inapropriada e assim perdendo os benefícios.

2.    Principio da centralização: o treinamento básico com os exercícios de Pilates requer suporte e controle do tronco em conjunto com movimentos dinâmicos das extremidades, centralização e equilíbrio estão sempre envolvidos.

3.    Principio da fluidez: movimentos fluidos são essenciais para o sucesso da rotina de exercícios. Criar padrões de movimentos graciosos, evitando movimentos mecânicos, associados com os exercícios tradicionais. Os exercícios envolvem múltiplos grupos musculares, trabalhando simultaneamente juntos em harmonia ou oposição.

4.    Principio da respiração: respirar é o primeiro e o ultimo ato da vida, a vida depende da respiração, por isso é de muito importante fazer a respiração corretamente. Joseph Pilates, utilizou os conceitos da respiração do Hatha Yoga como componente essencial de sua disciplina de treinamento.

5.    Principio da precisão: a precisão deve ser mantida para evitar os riscos das lesões, a precisão do movimento é um fator muito importante. Manter a correta colocação das partes do corpo é determinante para a saúde, para o bem estar e totalmente relacionada a postura. A mente deve estar alerta a cada movimento.

6.    Principio do controle: juntamente com a precisão fazem do movimento uma qualidade maior, realizando a prevenção de lesões. O movimento e a atividade sem controle levam a um conjunto de exercícios sem objetivos.

7.    Principio do relaxamento: o relaxamento não faz parte dos seis princípios, no entanto, é considerado de extrema importância quando ocorre a tendência a um controle excessivo.

Fonte: Juliano; Bernardes (2016).

 

            A centralização necessita com que o indivíduo realize movimentos com equilíbrio. A fluidez envolve realizar movimentos de forma controlada e contínua, qualidade e leveza, absorvendo os impactos do corpo com o solo e os movimentos devem necessariamente contrair e relaxar gerando um movimento de “vai e volta”, “direita e esquerda” isso consequentemente ativa a aceleração linear.

            A aceleração linear ocorre a partir do sáculo e utrículo que possuem as máculas células ciliadas sensíveis a movimentos no plano horizontal e a inclinação da cabeça já que a mácula do sáculo (imagem a baixo) está em uma posição vertical, sendo estes órgãos receptores do labirinto. Desta forma, os órgãos otolíticos informam sobre situações estáticas, mudanças gravitacionais sobre a posição da cabeça e sobre acelerações lineares como, por exemplo, o simples ato de subir e descer em um elevador. (PEREIRA, 2003)

 

Figura 1 – Anatomia da orelha interna.

Fonte: (FALCÃO apud SALES, 2013)

 

                Quando há a ativação de movimentos associados a respiração e que envolvam a aceleração linear o labirinto é estimulado naturalmente, especialmente as estruturas que detectam tais movimentos. (PEREIRA, 2003)

            No utrículo e sáculo, estruturas de base do sistema vestibular encontra-se a mácula. A mácula, área central da retina, está disposta em dois planos espaciais que realizam a complementação das informações das cristas ampulares dos cais semicirculares. Já os canais semicirculares podem ser encontrados três de cada lado, sendo estes conhecidos como superior ou anterior, lateral ou horizontal e posterior ou frontal sendo eles posicionados em ângulo reto e representando três planos do espaço. Os canais semicirculares detectam o movimento angular da cabeça e a posição em que a mesma se encontra no espaço através da integração das informações recebidas através dos receptores periféricos do ouvido interno, onde as células sensórias do labirinto posterior geram o sinal biológico por meio dos movimentos ciliares. (NISHIDA, 2012)

            Segundo Nishida (2012), os canais semicirculares recebem as informações e a partir delas mensuram as acelerações angulares geradas por movimentos de rotação da cabeça ou do corpo. Ou seja, quando o praticante de Pilates é solicitado a fazer determinado movimento angular da cabeça junto a contração do tronco por exemplo, detectores da cúpula de cada canal semicircular envia sinais de alteração da direção da endolinfa, ilustrados na figura 1, abaixo, pois ativa potenciais de ação no nervo vestibulococlear e esse informa o córtex da movimentação ocorrida.

 

Figura 2: Vista no sentido ântero-posterior do labirinto esquerdo. Vista do sentido crânio-caudal com nariz à frente. CP: canal semicircular posterior, CA canal semicircular anterior, CH canal semicircular horizontal.

Fonte: (PEREIRA, 2013)

            Como o equilíbrio depende da informação de órgãos sensoriais, esta integração do sistema vestibular ajuda ao aprimoramento do mesmo, sendo o incremento do equilíbrio, mais um dos benefícios do Pilates.

            Pessoas que iniciam atividade física com o Pilates serão submetidas naturalmente à estimulação de sistemas que até então poderiam estar pouco ativados. Desta forma, faz-se necessário a explicação a seguir sobre a tontura já que muitos pacientes ao iniciarem a prática de Pilates queixam-se de deflagrar a sensação de vertigem, náuseas e/ou oscilopsia quando realizam os exercícios.

 

2.2 TONTURA / VERTIGEM

 

      O termo tontura tem origem latina, com respectivo significado de desequilíbrio, desconforto, instabilidade, pré-sincope ou vertigem, sendo que desequilíbrio é descrito pelo paciente como a dificuldade de andar ou de ficar em pé, pré-sincope é a sensação de fraqueza, no entanto síncopes/desmaios estão presentes em alguns pacientes. Outros sintomas como fraqueza, ansiedade, “cabeça vazia” e orientações espaciais também podem estar presentes em alguns casos, como também a oscilação rotacional conhecida como vertigem. (HUEB; FELICIANO, 2012)

      A disfunção vestibular origina a tontura que surge como uma perturbação do equilíbrio corporal apresenta-se normalmente por desequilíbrios posturais, aumento da oscilação corporal e redução do limite de estabilidade. A vertigem é associada as disfunções, e também com sintomas  como a hipoacusia, zumbido, intolerância a sons intensos e plenitude aural e demais alterações neurovegetativas. (GANANÇA; CAOVILLA; GANANÇA et al, apud DONÁ; COTINI et al, 2009).

      A causa mais frequente da tontura está associada a etiologias como: angiopáticas, auditivas, orais, gástricas, labirínticas, mecânicas, oculares, orgânicas, posturais e dentre tanto mais de 300 situações que podem ocasionar a tontura, já a vertigem é ocasionada pelo comprometimento do sistema labiríntico periférico ou seja ouvido médio e interno e do nervo vestibular, podendo também ser central sendo relacionada aos núcleos vestibulares e conexões centrais ou alguma etiologia combinada como a ansiedade.(HUEB; FELICIANO, 2012).

Causas de tonturas centrais englobam acidentes vasculares encefálicos, tumores de quarto ventrículo, acidentes vasculares nas artérias cerebelosas antero-inferiores. (ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA,2019)

A presença de conflitos sensoriais tais como dos sistemas visual e vestibular, vestibular e somatossensorial, visual e somatossensoriais também são causas de vertigem. Podem causar a cinetose, isso explica a percepção de tontura associada a mal estar neurovegetativo como no caso de principiantes em Pilates.         

 

2.2.1  Patologias mais incidentes que provocam conflitos vestibulares no Pilates

 

      O labirinto localiza-se na orelha interna, contendo cavidades ósseas com três canais conhecido como labirinto ósseo, dividindo em aparelho coclear e vestibular, sendo o aparelho coclear responsável por estímulos acústicos e o vestibular pela percepção do equilíbrio e posições da cabeça no espaço (figura 3).

 

Imagem 3: Esquema do Labirinto

Fonte: (PEREIRA, 2003)

 

 

O sistema vestibular possui três funções importantes e ditas como principais: estabilização da imagem da retina, ajuste postural e orientação gravitacional, sendo realizado através da informação sobre a posição e movimento da cabeça que é feito pelo labirinto. O labirinto é um sensor de posição e de movimento, sendo a informação transmitida pelo tronco cerebral com a junção de conexões com demais sistemas com motor ocular, visual e proprioceptivo. (PEREIRA, 2003)

      A regulação do sistema vestibular é realizado pela combinação dos estímulos gerados nele, mesmo nos olhos e no sistema somatossensorial através da integração do cerebelo. (JUNCAL, 2007)

      Para o bom funcionamento dessa integração, o sistema nervoso conta com dois tipos de reflexos: os reflexos oculares (vestíbulo-ocular, optocinéticos e cérvico-oculares) que estabilizam o campo visual; e os reflexos espinhais (vestibuloespinhais, vestibulocólicos, cervicocólicos, cervicoespinhais e de extensão) auxiliando a posição em pé e controle postural na movimentação. (JUNCAL, 2007)

Os órgãos otolíticos são informados dos movimentos de aceleração linear horizontal e vertical por meio da mácula, pois nela existem células ciliadas que tem a função de percepção de movimento linear. (PEREIRA, s/a). A representação abaixo demonstra como esse sistema atua (figura 4).

 

Imagem 4: Deslocamento da membrana otolítica e dos otólitos e inclinação dos cílios desencadeados pela inclinação da cabeça.

Fonte: (PEREIRA, 2013)

 

      Quando a cabeça esta ereta a mácula do sáculo está na vertical e a do utrículo, na horizontal, e portanto, quando o corpo se desloca no sentido de antero posterior, póstero anterior ou no sentido gravitacional é possível detectar mesmo sem movimento angular que monitoram a posição da cabeça em relação ao chão. Enquanto isso nos canais, quando a cabeça se move de forma angular, o líquido do canal se move em direção oposta, circula em torno da cúpula e a enverga, fazendo um fluxo de aproximação ou afastamento dos cílios e fazendo com que suas células originem sinais nervosos excitatórios ou inibitórios. (PARKER, 2012)

      A transformação do estímulo mecânico em impulso elétrico é realizado pelas células ciliadas, que são potencializadas em transformar o estimulo de posição e de movimento da cabeça em impulso elétrico gerado através de movimentos e mudanças na posição da cabeça através de uma inclinação de cílios destas células. Ocorre então uma despolarização ou hiperpolarização das células em virtude da inclinação dos cílios sendo esta informação transmitida para o nervo vestibular. (PEREIRA, s/a)

      As vias vestibulares são compostas pelo vestíbulo-ocular, vestíbulo-espinhais e reticulo-espinhais. A função do vestíbulo-ocular é a estabilização da imagem na retina quando há um reflexo, enquanto o vestíbulo-espinhais e o retículo-espinhais são essenciais para o controle postural, já a percepção do movimento e de posição da cabeça no espaço é uma informação que chega até áreas específicas do córtex cerebral. (PEREIRA, s/a)

       Existem algumas patologias relacionadas ao sistema labiríntico que serão abordadas em virtude de sua ocorrência, tais como Doença de Ménière, Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e também a Síndrome Cervical Proprioceptiva e a cinetose.

      A Doença de Ménière, é que uma alteração na orelha interna que causa vertigem, perda auditiva, zumbido e pressão no ouvido sem etiologia comprovada. Uma hipótese para a mesma é de que o liquido que existe dentro da orelha interna se acumule causando um aumento da pressão dentro desta, o que pode ocorrer de forma hereditária e estão associadas a enxaquecas. (BOAGLIO; SOARES; IBRAHIM et al, 2003)

       As crises podem ocorrer de forma repentina com duração de minutos até mesmo horas, com pouco a nenhum sintoma entre uma crise e outra, sendo estas descritas como a associação de náuseas, vômitos e dificuldade para caminhar. As mesmas podem ocorrer por várias vezes no mês e no decorrer está descrito que as crises podem ser mais frequentes chegando a ficar com perda auditiva, vertigem e zumbidos por várias vezes de forma permanente. (APTA – American Physical Therapy Association, 2019)

      A Vertigem Posicional Paroxística Benigna é uma vertigem que ocorre em todas as idades, sendo mais prevalente em mulheres e na menopausa. Ocorre quando a camada de cristais de carbonato de cálcio, que está localizada na parte interna da orelha se soltam e caem em outra área, dentro dos canais semicirculares, originando a  vertigem em movimentos normais do dia a dia. (SANTOS, 2012)

      Os cristais saem do utriculo e circulam livremente dentro dos canais semicirculares por motivos diversos como em seguida de uma infecção da orelha interna ou febre, um movimento de “chicote” da cabeça ou pancada, pode estar associada também a doença de Ménière já citada acima e à enxaquecas. Também pode estar presente em virtude do envelhecimento em tem como característica hereditária porem tratável. (APTA – American Physical Therapy Association, 2019)

      A Síndrome Cervical Proprioceptiva esta relacionada a síndromes que provocam sinais e sintomas cefálicos tendo a região cervical como a etiologia, desencadeando tonturas, sinais sensitivos da região cervical, comprometimento do sistema simpático cervical e ainda compressão vascular, sendo causados por processos inflamatórios, traumatismos, posturas viciosas e cervico-artroses. (GRETERS; BITTAR; BOTTINO, 2007)

Dorigueto et al (2012), descreve a cinetose como uma intolerância ao movimento advindo de um conflito sensorial entre os sistemas vestibular, visual e proprioceptivo, resposta fisiológica relacionada a estímulos não familiares desencadeada por distúrbios vestibulares periféricos ou centrais e podem surgir durante a locomoção passiva em veículos, navios, trens, elevadores, aviões, parques de diversões, esteira ou bicicleta ergométrica.

 

2.3 FISIOTERAPIA VESTIBULAR

 

A fisioterapia vestibular é reconhecida como um tratamento para pacientes que sofrem de tonturas e vertigens de forma persistente, método no qual tem se mostrado positivo e eficiente no fator melhora.

A fisioterapia vestibular é reconhecida como uma área de voltada para prevenção de disfunções do labirinto e centrais que afetam o controle corporal dos pacientes. Além disso, abordar de forma a reabilitar aqueles que sofrem de tonturas e vertigens de forma persistente e tem se mostrado positiva no fator melhora. Alguns exercícios que são indicados durante o tratamento são destacados como o protocolo de estimulação oculomotora VOR x1, VOR X2 e acuidade visual dinâmica (HERDMAN et al, 2007; SCHUBERT et al., 2010).  Exercícios de integração sensorial e plataformas com movimentação corpórea. (ROGATTO; PEDROSO; ALMEIDA, et al 2010).

Diante disso a intervenção do Pilates pode ser também uma forma de intervenção para eliminar a tontura. Através de um estudo bibliográfico realizado para determinar a atuação fisioterapêutica o tratamento de doenças do sistema vestibular, os autores analisados mostraram que após tratamento fisioterapêutico houve melhora no equilíbrio estático, dinâmico, marcha e redução dos sintomas. Foi possível também o retorno das atividades com melhora na qualidade de vida. (OLIVEIRA; MUNIZ, 2013).

            A recuperação das funções é baseada em 3 princípios que dependem da avaliação do paciente, e diagnóstico fisioterapêutico, explicados a seguir: compensação vestibular, substituição vestibular e habituação cerebral.

            A compensação vestibular especialmente para pacientes com hipofunção vestibular, em que o paciente pode adotar postura rígida da cabeça, inclinando-a e rodando-a em direção ao labirinto lesado como tentativa de evitar os sintomas da doença. Ressalta-se que essas alterações posturais podem afetar negativamente o alinhamento corporal e a projeção do centro da gravidade dentro da base de suporte, gerando queixas de desequilíbrio.

            A inclinação lateral da cabeça ocorre em virtude da disfunção otolítica ou apenas a contratura do músculo esternocleidomastoideo ou do trapézio. Pode ocorrer também em virtude da anteriorização da cabeça uma compressão mecânica na coluna cervical superior, com diminuição da mobilidade dos tecidos moles e das articulações com consequente aumento da tontura. (GAZZOLA et al. 2009).

            Outro processo de recuperação caracteriza-se pela Substituição vestibular , destinado à recuperação para pacientes com arreflexias, casos de perdas mais severas do labirinto. Trata-se de disfunção do equilíbrio ocasionada pela perda reflexa do sistema vestibular periférico, resultando em desequilíbrios posturais (chamado também pelos pacientes por tontura), instabilidade a marcha e dificuldades na manutenção da postura ereta. (MCGATH et al. APUD BARROS, 2011)

            E por fim, o processo de habituação cerebral, que é um treino realizado para ensinar o cérebro a realizar exercícios, não originando mais a tontura/vertigem a medida que ele treina, desta forma, o paciente que teve um episódio na vida de VPPB, por exemplo, terá uma memória protetiva do cérebro, prevenindo que ocorra tontura novamente e “informando de forma preventiva ” que tais movimentos possam gerar novamente uma crise. A rotina repetitiva de exercícios por em média três meses apaga essa memória protetiva.

            Para proteção do organismo há a necessidade do tronco encefálico ativar as sácadas corretivas –o fisioterapeuta vestibular percebe quando avalia com um teste chamado thrust cefálico (ou head impulse test) –e quando há algo errado no labirinto ativa também o reflexo vestíbulo espinhal.

            O estímulo faz com que os olhos se fixem em um ponto importante após o outro no campo visual, saltando de um para o outro duas a três vezes por segundo. Estes saltos são chamados de sácadas, assim, os movimentos oculares lentos na direção do deslocamento do objeto são interrompidos por movimentos sacádicos no sentido oposto. O conjunto destes movimentos caracteriza o Nistagmo Optocinético, cuja direção da fase lenta opõe-se à do VOR. (PEREIRA, 2003)

            O reflexo vestíbulo-ocular é a formação de um movimento compensatório ocular no sentido oposto da movimentação da cabeça, com principal objetivo de manter uma visão adequada do campo visual durante os deslocamentos da cabeça. Este, no entanto pode ser originado em qualquer um dos canais semicirculares, produzindo o reflexo Vestíbulo-ocular angular (VOR) ou nos órgãos otolíticos, produzindo o reflexo Vestíbulo-ocular Linear (lVOR). Podem ser observados quando ocorre uma rotação da cabeça, quando geram movimentos compensatórios dos olhos compostos por um deslocamento lento na direção oposta à da rotação da cabeça (Fase lenta ou vestibular) e movimentos sacádicos no sentido da rotação, compondo o nistagmo vestibular. (SALES, 2013). Essa ligação é demonstrada na figura 5, abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 5: Reflexo Vestibulo-ocular horizontal.

 

Fonte: (SALES, 2013)

 

Os reflexos vestíbulos-espinhais ou reflexo vestíbulo-cervical, atuam no pescoço e nos membros conhecido como reflexo Vestibulo-espinal, gerados por meio de informações sensoriais dos órgãos otolíticos e dos canais semicirculares. Estes, no entanto, informam o cérebro sobre a direção da gravidade e a aceleração produzida durante movimentos da cabeça nos planos horizontal e sagital. Reflexos estes que são estáticos e deflagrados por posicionamento da cabeça em diferentes orientações em relação à gravidade. O Reflexo Vestibulo-cervical contrapõe movimentos da cabeça, mantendo-a estável, assim sendo, estes reflexos provocam deslocamento compensatório do segmento cefálico em sentido oposto ao da rotação do corpo. O Reflexo Vestibulo-espinal contrai e relaxa músculos dos membros, realizando pó exemplo, preparativos durante uma queda, com objetivo de redução do impacto. (SALES, 2013)

            Exercícios de reflexo vestíbulo ocular (VOR), são baseados em protocolos validados que consistem em movimentos oculares, cefálicos e de pescoço, realizados de forma lenta e subsequente de forma rápida de forma que sincronicamente fazem o movimento oposto cabeça e olhos.

             Na evolução dos exercícios são incrementados exercícios cefálicos associados à marcha e a outros movimentos com o objetivo principal de reduzir a vertigem. (RINE; SCHUBERT; BALKANY, 1999).

             Os exercícios devem ser realizados em consultas e o paciente deve realizar diariamente repetidas vezes (forma domiciliar), durante poucos segundos ou 1, 2 minutos duas a quatro vezes ao dia, sendo aumentada a frequência de forma gradativa. (HERDMAN, 2002).

O tratamento é dividido em três etapas. Durante a primeira etapa, é proposto ao paciente olhar para cima e para baixo, com inicio devagar posteriormente um aumento gradativo; olhar para o lado esquerdo e lado direito; olhar fixamente para um dedo de forma a afastar o dedo e aproximar. (HAN; SONG; KIM, 2011)

A segunda etapa do tratamento é solicitado ao paciente que gire a cabeça 45º de um lado para o outro, sem parar olhando fixamente para um ponto chamado de exercício 1) VOR X1. A medida que o treino vai evoluindo, são orientados os exercícios seguintes, conforme 2) VOR X2. Mais voltados à substituição vestibular estão os exercícios 3) two targets ou também chamado eye-head, e 4) imaginary targets. (SHUBERT, 2013). Para a instabilidade da marcha, estimula-se o treinamento de estabilidade corporal é solicitado ao paciente que incline o corpo em forma de pêndulo invertido exercendo forças ao redor das articulações dos tornozelos; treino de marcha com obstáculos.

            E durante a terceira etapa, o paciente irá passar por uma intervenção de maior complexidade com o objetivo principal de treinar o equilíbrio com propriocepção. (HAN; SONG; KIM, 2011)

No quadro 2, abaixo segue breve descrição de exercícios de ganho de VOR:

·         Primeiro: várias amplitudes de deslizamento retiniano devem ser aplicadas. O treinamento que envolve o aumento progressivo dos erros de deslizamento retiniano é mais eficaz do que o uso de grandes erros súbitos;

·         Para aumentar o fator de ampliação e a duração da exposição ao escorregão retiniano, o paciente deve visualizar um alvo que está se movendo na direção oposta, enquanto movimenta a cabeça horizontalmente ou verticalmente;

·         Segundo, uma ampla faixa de frequências de movimento da cabeça deve ser aplicada, porque as maiores mudanças no ganho de VOR ocorrem nas frequências de treinamento, as frequências de treinamento não devem ser alteradas abruptamente. Alterações adaptativas no ganho de VOR para o deslizamento retiniano são maiores quando o sinal de erro é gradualmente incrementado do que quando é aplicado apenas em seu nível máximo;

·         Terceiro, várias direções do movimento da cabeça devem ser empregadas, porque isso deve fornecer uma entrada otolítica influenciam os efeitos do treinamento. Os pacientes devem realizar exercícios de estabilidade do olhar quatro a cinco vezes ao dia por um total de 20-40 minutos / dia, além de 20 minutos de exercícios de equilíbrio e marcha;

Durante os exercícios para indução de deslizamento retiniano boas entradas visuais - como luzes de ambientes iluminados. Há também outras maneiras de induzir o deslizamento da retina, como sinais de erro de posição, movimento imaginado do alvo, iluminação estroboscópica e rastreamento de imagens, estabilizado na retina. (HAN; SONG; KIM, 2011)

Quadro 2: exercícios de ganho de VOR

Fonte: Han; Song; Kim (2011)

 

                        Segundo Scherer et al. (2011), a maioria dos idosos apresentam tontura por conta de alterações vestibulares, sendo mais comum a partir dos 65 anos de idade. Para Hueb et al. (2012), a tontura é a grande responsável pelas várias necessidades de consultas médicas em busca de tratamento para desequilíbrio, mal-estar, pré-sincope, vertigem com alta prevalência na população mundial, sendo estas de 85% com origem no sistema vestibular.

            Um estudo realizado para verificar a fisioterapia vestibular na qualidade de vida e sintomatologia de tontura em idosos através de um protocolo de exercícios com nove participantes do sexo masculino e feminino, observou-se melhora significativa no grupo avaliado da sintomatologia de tontura, da qualidade de vida geral como também aspectos físicos, emocionais e funcionais. (ROCHA JUNIOR; KOZAN; DE MORAES et al. 2014)

            Através de um estudo bibliográfico realizado para determinar a atuação fisioterapêutica o tratamento de doenças do sistema vestibular, os autores analisados mostraram que após tratamento fisioterapêutico houve melhora no equilíbrio estático, dinâmico, marcha e redução dos sintomas. Foi possível também o retorno das atividades com melhora na qualidade de vida. (OLIVEIRA; MUNIZ, 2013)

            Os temas acerca de pilates e tontura são termos que na prática do dia a dia se correlacionam, mas poucos estudos abordam a educação do fisioterapeuta para atuar com pacientes com tontura.

 

2.1.1 Estimulação Oculomotora

            O sistema oculomotor realiza a promoção de movimentos e ajustes posicionais oculares para olhar longe, perto, à direita, à esquerda, para cima e parAbaixo com a mais complexa combinação de outros gestos para deslocamentos de cada olho, necessitando de coordenação e alta precisão. (BICAS, 2003)

            Para que esse sistema funcione perfeitamente é necessário a ação de nervos juntamente com músculos que realizam a integração de estímulos recebidos para posterior comandos e ações. São doze músculos oculares externos seis em cada olho com três pares de nervos craniais com estímulos de comandos volitivos a movimentação e de reações automáticos complementares, sendo que o sistema oculomotor mantém uma junção de funções sensoriais visuais binoculares. Um conjunto de interdependência entre a visão (mono e binocular) e oculomotricidade, demandas e estímulos, centros de comandos e respostas em que causas e em que consequências se misturam. (BICAS, 2003)

 

2.1.2 Treino de balance e equilíbrio

 

            O controle postural ocorre através do controle do espaço no corpo através da estabilidade e orientação, habilidade de manter uma relação apropriada entre os segmentos corporais, o corpo e o meio ambiente da tarefa. A postura ocorre por meio do alinhamento biomecânico do corpo e a orientação do corpo no ambiente. Para a realização de tarefas funcionais o corpo se alinha a orientação vertical do corpo, esse estabelecimento se sustenta através de referencias sensoriais como a gravidade e o sistema vestibular, a superfície de sustentação e o sistema somatossensorial e por fim a manutenção do corpo com os objetos no sistema visual. (SHUMWAY –COOK E WOOLLACOTT apud OLIVEIRA; MEJIA, 2012)

            Sistemas sensoriais agem para conduzir informações específicas, relacionadas ao posicionamento do corpo no espaço sob o comando do sistema nervoso central (SNC), organizando e controlando a postura corporal de forma estática ou dinâmica. A manutenção do equilíbrio ocorre a partir de informações sensoriais, o SNC processa e executa de forma a realizar uma correção postural, orientada por meio de uma resposta mecânica. (MCCOLLUM; CHANDLER apud NASCIMENTO; PATRIZZI; OLIVEIRA, 2012)

            O controle postural é mantido através da estabilidade e orientação de sistemas musculoesquelético e neural, incluindo a amplitude de movimento das articulações, flexibilidade espinal, propriedade do musculo e todos os componentes de relações biomecânicas. Componentes como processos motores que mantem a organização do musculo e sinergia muscular, processos sensoriais que compõe a integração dos sistemas visual, vestibular e somatossensorial e por fim processos de níveis superiores essenciais para o mapeamento da sensação a ação com posterior controle antecipatórios e adaptativos do controle postural. (MCCOLLUM; CHANDLER apud NASCIMENTO; PATRIZZI; OLIVEIRA, 2012).

            Contudo, o equilíbrio é a ação de interações do ambiente e tarefas que um individuo está realizando, os movimentos por fim são gerados pelos sistemas motores mantendo o equilíbrio sobre determinada tarefa. O movimento da cabeça e da oscilação do corpo fornece um feedback para as ações responsivas, sendo assim a estabilização espacial da cabeça ocorre por meio de um equilíbrio dinâmico que permite o alinhamento do tronco durante o movimento para manter a estabilidade do olhar.

            A coordenação dos movimentos dos olhos e da cabeça ocorre por meio do reflexo vestíbulo-ocular (RVO), e o controle do movimento juntamente com a estabilidade do corpo é realizado pelo reflexo vestibulospinal. Assim, as reações de equilíbrio auxiliam para manter e/ ou recolocam o centro da gravidade sobre a base de sustentação. As respostas de equilíbrio antecipatórias de movimentos posturais volitivos de controle consciente e as respostas posturais automáticas ou antecipadas de controle contínuo e inconsciente.

 

 

 

 


 

3  MATERIAL E MÉTODOS

 

3.1 TIPO DE PESQUISA:

 

            Esta pesquisa é do tipo quantitativa. Segundo Lakatos e Marconi (2010), a pesquisa quantitativa é baseada a partir da descrição de população - são os estudos quantitativo-descritivos que possuem, como função primordial, a exata descrição de certas características quantitativas de populações como um todo, organizações ou trás coletividades específicas. Geralmente contêm um grande número de variáveis e utilizam técnicas de amostragem para que apresentem caráter representativo.

            A pesquisa quantitativa se centra na objetividade, influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente (GUERARDT; SOUZA, 2009).

            A tradição quantitativa ainda permeia os estudos nas ciências humanas e sociais, e seus adeptos consideram a pesquisa qualitativa impressionista, não objetiva (possui envolvimento do pesquisador com o objeto de estudo) e, portanto, sem caráter científico

 

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

 

            A população será composta por 265 fisioterapeutas que utilizam o método de Pilates como recurso fisioterapêutico com seus pacientes, fisioterapeutas de ambos os sexos da região oeste de Santa Catarina amparados pelo Crefito 10 região do oeste com idade entre 20 a 60 anos.

            A amostra será de aproximadamente 265 fisioterapeutas que atendem os seguintes critérios:

            Serão considerados os seguintes critérios de inclusão: Fisioterapeutas que atendem em consultórios e clinicas de Pilates no Oeste Catarinense, que responderem o formulário até o prazo estipulado (dia 30 de Setembro de 2019).

         Será considerado como critério de exclusão participantes que não enviarem o formulário até dia 30 de setembro de 2019.

 

3.3 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS

 

            Será utilizado um formulário no modelo google forms, criado para este fim e que contará com o apoio de profissionais de pesquisa da Universidade do Contestado, para sua colaboração, conterá questões de múltipla escolha em (APENDICE A), posteriormente será solicitado que os profissionais reencaminhem um e-mail ou whatsapp para a pesquisadora para agendamento de um momento de treinamento on-line ou presencial conforme o que ele escolher em datas disponíveis.

Para averiguação do perfil dos pacientes será feito um bloco de questões intitulado como bloco A, e para verificar como o fisioterapeuta atua com esses pacientes o bloco b.

 

3.4 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS

 

            O projeto inicialmente passará por uma banca de qualificação com professores docentes. Após ajustes solicitados pela banca, o projeto será cadastrado na plataforma Brasil, e para essa aprovação submetida ao comitê de ética da universidade do contestado.

            Após o parecer do comitê, estando o projeto aprovado, será enviado uma solicitação para os responsáveis dos consultórios e clínicas de Pilates do Oeste Catarinense, momento que será explicado como decorrerá a pesquisa.

            Às pessoas que concordarem em participar, será enviado por email ou whatsApp o arquivo do termo de consentimento livre esclarecido (ANEXO A) e logo após será enviado o link do questionário do Google Forms (APÊNDICE A) para os profissionais fisioterapeutas que concordarem em participar da pesquisa.

            Será solicitado que esse questionário seja enviado dentro de 7 dias, para finalização da coleta de dados e o período máximo de recebimento será dia 30 de setembro 2019.

A comunicação dar-se-á via e-mail, whatsapp, Messenger e Instagram, conforme a necessidade. Aquelas que desejarem explicação sobre a pesquisa será

disponibilizado no TCLE o telefone da professora orientadora e o setor de ética da UNC.

            Em forma de agradecimento será disponibilizado aos participantes um treinamento elaborado com base nos exercícios do protocolo de exercícios em APÊNDICE B. Caso não possam comparecer o treinamento será disponibilizado on time para esses colaborados da pesquisa, com acesso a um link de transmissão ao vivo.

3.5  ASPECTOS ÉTICOS

 

            De acordo com a Resolução nº 466, de 12 de Dezembro de 2012 (BRASIL, 2012), do Plenário do Conselho Nacional de Saúde no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e ela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. A eticidade da pesquisa implica em:

 

a) respeito ao participante da pesquisa em sua dignidade e autonomia, reconhecendo sua vulnerabilidade, assegurando sua vontade de contribuir e permanecer, ou não, na pesquisa, por intermédio de manifestação expressa, livre e esclarecida;

b) ponderação entre riscos e benefícios, tanto conhecidos como potenciais, individuais ou coletivos, comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo

de danos e riscos;

c) ser adequada aos princípios científicos que a justifiquem e com possibilidades concretas de responder a incertezas;

d) obter consentimento livre e esclarecido do participante da pesquisa e/ou seu representante legal, inclusive nos casos das pesquisas que, por sua natureza, impliquem justificadamente, em consentimento a posterior;

e) comunicar às autoridades competentes, bem como aos órgãos legitimado pelo Controle Social, os resultados e/ou achados da pesquisa, sempre que estes puderem contribuir para a melhoria das condições de vida da coletividade, preservando, porém, a imagem e assegurando que os participantes da pesquisa não

sejam estigmatizados;

f) utilizar o material e os dados obtidos na pesquisa exclusivamente para a finalidade prevista no seu protocolo, ou conforme o consentimento do participante;

g) prestar informações em linguagem clara e acessível, utilizando-se das estratégias mais apropriadas à cultura, faixa etária, condição socioeconômica e autonomia dos convidados a participar da pesquisa.

            Toda pesquisa com seres humanos envolve risco em tipos e gradações variados. Quanto maiores e mais evidentes os riscos, maiores devem ser os cuidados para minimizá-los e a proteção oferecida pelo Sistema CEP/CONEP aos participantes. Devem ser analisadas possibilidades de danos imediatos ou posteriores, no plano individual ou coletivo. A análise de risco é componente imprescindível à análise ética, dela decorrendo o plano de monitoramento que deve ser oferecido pelo Sistema CEP/CONEP em cada caso específico.

            O presente estudo realizar-se- á mediante a apresentação de seus objetivos aos pacientes convidados a participar da pesquisa, dando-lhes a oportunidade de aceitarem a participar ou não, pelo fato que este estudo compreenderá na análise dos pacientes que possuírem a dificuldades/Insuficiência de Convergência.

            Em todas as etapas do estudo, serão respeitados os direitos dos pacientes, no sentido de dar-lhes o direito de optar por continuar ou desistir da pesquisa. Durante todo estudo haverá a preocupação constante em não expor os pacientes, garantindo o seu direito ao anonimato. Todas as informações, análises, comentários e sugestões deste estudo serão conduzidos e fundamentados num compromisso de responsabilidade e honestidade, tendo como principais objetivos, o crescimento e a formação profissional, e a contribuição à comunidade científica.

            Os resultados obtidos, somente serão utilizados para pesquisa e veiculados através de artigos científicos em revistas especializadas, apresentações em congressos e para projeto de conclusão de curso e/ou em encontros científicos e congressos, sem nunca tornar possível a identificação dos pacientes participantes.

 

 

3.6 PROCEDIMENTOS PARA ANÁLISE DE DADOS

 

            Os dados quantitativos serão calculados as frequências das diferentes categorias utilizando o programa do Excel. As distribuições das variáveis serão testadas por meio do teste de normalidade de Kolmogorov-Smimov, para análises dos dados assimétricos serão analisados pelo teste de Kruskal-Wallis e para os dados de distribuição simétrica, serão comparados com o teste T de student, sendo considerado o nível de significância de 5% (P < 0,05).

4 RECURSOS

 

 

4.1 RECURSOS HUMANOS

 

Acadêmica: Veridiane Sauer

Orientadora Especifica: Ms.Daniela Regina Sposito Dias Oliva

 

4.2 RECURSOS MATERIAIS

 

4.2.1 Recursos Financeiros Permanentes

Notebook R$ 1.850,00

 

4.2.2 Materiais de Consumo

Xerox – R$ 50,00

Impressão – R$ 100,00

 

4.2.3 Recursos humanos

Técnico(a) para transmissão on-line do treinamento – R$ 300,00

Técnico(a) para estudo/análise dos dados do formulário – R$ 200,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

5  CRONOGRAMA

 

 

Atividades

Fev.

2019

Mar.

2019

Abri.

2019

Mai.

2019

Jun.

2019

Jul.

2019

Ago.

2019

Set.

2019

Out.

2019

Nov.

2019

Dez.

2019

Pesquisa bibliográfica

X

X

 

X

X

X

X

X

       

Leitura e fichamento

 

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X

           

Revisão bibliográfica

   

 

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X

X

       

Submissão ao Comitê de Ética

   

 

X

X

X

         

Aplicação de questionários (caso necessário)

   

 

     

X

X

     

Analise e compilação dos dados obtidos

   

 

       

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Elaboração preliminar do texto

   

 

         

X

X

 

Redação provisória

   

 

       

X

X

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Entrega ao orientador para correção

   

 

         

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X

 

Revisão e Elaboração Final

   

 

           

X

 

Apresentação

   

 

             

X

Entrega Final

   

 

             

X

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

REFERÊNCIAS

 

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CORREA, Cyntia Pace Schimitz; GUEDES, Isabela Oliveira; VIEIRA, Marcela Tamiasso; MUNIZ, Marielle Noara Marques. Método Pilates versus Escola de Postura: Análise comparativa de dois protocolos de tratamento para lombalgias. HU Revista, Juiz de Fora. V.41, n. 1 e 2, p. 85 – 91. Junho 2015.

 

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HERDMAN, Susan J. Reabilitação Vestibular. Rio de Janeiro. Ed. Manole. Ed. 2002.

HERDMANN, Alan. SELBY, Anna. Pilates: como criar o corpo que você deseja. Apresentando novas técnicas para serem utilizadas em casa, desenvolvida por Alan Herdman. Rio de Janeiro. Ed Manole. 2000.

 

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MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo. Ed. Atlas, 2003.

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PANELLI, Cecilia. DE MARCO, Ademir. Método Pilates de condicionamento do corpo. Um programa para toda vida. 2 ed. São Paulo. Ed. Phorte. 2009.

 

PEREIRA, Cristiana Barbasa. Sistema Vestibular: anatomia e fisiologia. Disponível em: http://www.vertigemetontura.com.br/sistema%20vestibular%20-20anatomia%20e%20fisiologia.pdf. Acesso em 30/03/2019.

 

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VERDERI, Erica. Programa de educação postural. 2ª ed. Ed. Phorte, p.33. Sorocaba/SP 2005.

 

 

 

 


 

APÊNDICES

 

APÊNDICE A –MODELO DO GOOGLE FORMS – PREVALÊNCIA DE TONTURA X PILATES

 

            Convidamos você a participar desta pesquisa de TCC. Sou aluna do curso de Fisioterapia, e considerando o alto índice de queixas por tontura de modo geral, estamos investigando o índice de pessoas que apresentam tontura nos consultórios que atendem com Pilates e saber como os profissionais Fisioterapeutas estão lidando com isso. Seguindo os princípios éticos os dados não serão disponibilizados de maneira a expor sua identidade. Você não recebera nenhum valor por isso e não terá custo. A qualquer momento poderá solicitar que seus dados não sejam utilizados na pesquisa, e sem necessidade de nenhuma justificativa.

 

            Parte 1: Questionamento conforme CNS 466/2012 (BRASIL, 2012)

 

Você concorda em participar dessa pesquisa?

 

( ) Sim

( ) Não

 

Você autoriza o uso da sua resposta como dado para compor nossos resultados salientando que, toda e qualquer informação que possa identificá-la(o) será modificado visando a preservação da sua identidade?

 

( ) Sim

( ) Não

 

Parte 2:

 

BLOCO A

 

1. Você trabalha com o método Pilates?

 

( ) Sim

( ) Não

 

2. Idade:

 

3. Sexo:

Masculino ( ) Feminino ( )

 

4. Qual a quantidade de horas que você trabalha com o Pilates por dia?

 

( ) 4horas/dia

( ) 6 horas/dia

( ) 8 horas /dia

( ) 10 horas/dia

( ) 12 horas/dia

 

5. Qual o número de pacientes nos últimos 6 meses que praticam o Pilates contigo?

 

_____________.

 

6. Houveram pacientes que relataram ter tontura/vertigem no Pilates nos últimos seis meses? Quantos?

(se sim, descrever o numero de pacientes do sexo masculino e o numero de pacientes do sexo feminino).

 

 

7 Qual a idade média dos pacientes que relataram ter tontura nas sessões de Pilates?

 

( ) 20 anos

( ) 30 anos

( ) 40 anos

( ) 50 anos

( ) 60 anos

( ) Acima de 70 anos

( ) Não tenho pacientes com tontura.

 

8. Houveram pacientes que deixaram de praticar o Pilates nos últimos seis meses por tontura?

Se sim, a quantidade.  ___________________  

 

BLOCO B

 

9. Você tem conhecimento teórico sobre a tontura/vertigem/labirintite?

 

( ) Sim

( )Não

( ) Parcialmente

 

10. Você relaciona a qual(is) possíveis causas da tontura para esses pacientes na sessão de Pilates:

a) Os níveis de glicose e/ou glicemia ficaram alterados.

b) A Pressão arterial aumentou.

c) Teve deslocamento de cristais de cálcio do labirinto.

d) Foi hiperestimulação do labirinto pela postura (oscilam as posições do corpo e movimenta a endolinfa).

e) Teve aumento do esforço físico.

f) A pressão arterial diminuiu.

g) Teve conflito dos sistemas sensoriais relacionados ao equilíbrio.

h) Já tinha labirintite e o exercício piorou a inflamação do labirinto.

 

Outra sugestão: ___________________________________________.

 

11 –Quais orientações você deu ao seu paciente:

( ) Ficar em repouso.

( ) Encaminhou ao pronto socorro ou consultar um Otorrinolaringologista.

( ) Solicitou acalmar a respiração e continuar.

( ) Encaminhou ao fisioterapeuta da área vestibular.

( ) Orientou permanecer um período sem praticar Pilates.

( ) Orientou continuar com o pilates e aos poucos ir incluindo exercícios vestíbulo oculares associados.

( ) Orientou fazer todos os movimentos devagar e sem movimentar a cabeça.

 

12 –Você já ouviu falar em fisioterapia/reabilitação vestibular?

( ) Nunca ouvi.

( ) Sim, mas não conheço bem.

( ) Sim, já fiz curso.

( ) Sim, já encaminhei pacientes.

 

13 –Você conhece exercícios que pode ser indicados aos seus pacientes de Pilates e que promovem a melhora da tontura/vertigem?

 

( ) Não.

( ) Sim, de mexer os olhos.

( ) Sim, de ficar com os olhos fixos por algum tempo para não provocar tontura.

( ) Sim, de associar movimentos de olhos e cabeça, rapidamente, várias vezes por dia.

( ) Sim, de provocar a tontura para diminuir a hipersensibilidade do labirinto.

Outra opção____________________________________________________.

APÊNDICE B – PROTOCOLO DE EXERCÍCIOS QUE SERÃO ENSINADOS AOS FISIOTERAPEUTAS

 

FISIOTERAPIA VESTIBULAR

 

 

 

1.    Os movimentos dos olhos e da cabeça devem ser realizados primeiramente devagar e depois rapidamente. Sendo que primeiramente com os olhos abertos e posteriormente com os olhos fechados:

 

 

 

a)    Uma pessoa no centro de um círculo que jogará uma bola sendo-lhe devolvida;

b)     Movimentos com os de um lado ao outro 2.Encolher os ombros e realizar movimen-tos circulares;

c)    Mudar da posição sentada para a em é com os olhos abertos e fechados;

d)    Atravessar a sala com olhos abertos e depois fechados;

e)     Focalizar o dedo e afastá-lo e aproximá-lo;

f)     Curvar-se para frente e recolher objetos do chão;

g)    Jogar uma bola de uma mão para outra acima do nível dos olhos;

h)    Subir e descer uma rampa com os olhos abertos e depois fechados;

i)      Movimentar a cabeça para trás e para frente;

j)     Jogar bola de uma mão para outra abaixo do joelho;

k)    Subir e descer degraus com os olhos abertos e depois fechados;

l)     Movimentar a cabeça de um lado para o outro;

m)  Ir de sentado para em pé realizando uma volta entre as duas posições;

n)    Qualquer jogo que implique em flexão para baixo e frente, alongamento e pontaria (bocha etc.);

o)    Marcha em diferentes direções e com movimentos cefálicos associados.

 

2.    Outro recurso é a estimulação plantar e na região cervical, baseadas na propriocepção:

 

a)  Reposicionamento canalicular de Epley: Esta manobra se destina à VPPB unilateral e consiste em sessão única com uma série de posicionamentos cefálicos, com a colaboração do fisioterapeuta. O paciente é colocado rapidamente no posicionamento que provoca a vertigem, com a cabeça pendente virada para um dos lados, por três a quatro minutos. A cabeça é girada lentamente para o lado oposto, em que o paciente também costuma ter tontura. O paciente a seguir é girado para este mesmo lado e a cabeça é virada até o nariz apontar 45 graus para baixo, por três a quatro minutos. O paciente é finalmente sentado de modo lento e se sentir tontura a manobra deve ser repetida;

 

b)  Manobra de Brandt-Daroff: o paciente é posto em decúbito lateral do mesmo lado do ouvido interno acometido, durante dois a três minutos e posteriormente é posto em decúbito lateral do lado contrário ao acometido.

 

c)  Manobra Liberatória ou Manobra Liberatória de Semont: é realizada com o paciente deslocando-se da posição sentada para o decúbito lateral do lado em que o nistagmo de posicionamento é desencadeado, mantendo a cabeça inclinada 45 graus para cima em relação ao plano da maca, por três minutos. O examinador, segurando a região cervical juntamente com a cabeça do paciente, promove o deslocamento corporal rápido e contínuo do mesmo até o decúbito lateral oposto (aceleração rápida seguida de desaceleração rápida), mantendo o alinhamento da cabeça e do pescoço com o restante do corpo. Na posição final, a cabeça fica inclinada 45 graus para baixo em relação ao plano da maca, com o nariz apontando para o solo;

ORIENTAÇÕES PARA PREVENIR CRISES DE TONTURA

 

 

 

3.    Estratégias alimentares para regulamentar os saldos líquidos envolve a modificação da quantidade de certas substâncias consumidas bem como a redução ou eliminação de outras substâncias que podem afetar o ouvido interno. Componentes destas estratégias alimentares incluem:

 

1)    Distribuição de alimentos e ingestão de líquidos ao longo do dia e do dia a dia. Fazer 5 a 6 refeições/dia.

2)    Evitar alimentos e bebidas com MUITO açúcar ou sal.

3)    Ingerir leguminosas e cereais integrais ao invés de alimentos com carboidratos simples.

4)    Beber quantidades adequadas de líquidos diariamente: MAIS DE 2 LITROS DE ÁGUA

5)    Evitar alimentos e bebidas com cafeína. Cafeína é um estimulante que pode fazer o zumbido alto. Suas propriedades diuréticas também causar a perda urinária excessiva de fluidos corporais.

6)    Limitar ou ELIMINAR o consumo de álcool. O álcool pode afetar direta e negativamente na orelha interna, alterando o volume e a composição dos seus fluidos, o que predispõe a mais tontura.

7)    Evitar os seguintes alimentos: fígado de frango, carnes defumadas, iogurte, chocolate, banana, frutas cítricas, figo, queijo curado (prato), vinho tinto, nozes, amendoim, chocolate;

 

OBS:. Muitas dessas orientações são recomendadas para pessoas com doença de Meniére, hidropsia endolinfática, ou enxaqueca vestibular, considerações dietéticas com Hidropsia Endolinfática, Doença de Meniere, e enxaqueca vestibular. Os resultados de dietas nutricionais em pacientes com vertigem de origem metabólica costumam reduzir os sintomas.

 

 

4.    Algumas atividades realizadas na bola suíça estimulam os sistemas sensoriais e podem também auxiliam no déficit de equilíbrio, embora inicialmente muitos pacientes possam estar inicialmente limitado pela própria atividade.  A progressão sugerida é:

a)    Decúbito dorsal;

b)    Sentado sobre uma superfície estável;

c)    Sentado sobre uma bola suíça (superfície instável);

d)    Sentado sobre uma bola suíça e colocando os pés sobre uma superfície instável;

e)    Saltitando sobre uma bola suíça;

f)     Ajoelhado sobre uma superfície instável, segurando na bola suíça;

g)    Em pé sobre uma superfície instável;

h)    Realizar os movimentos com os olhos para cima e para baixo;

i)     Realizar os movimentos com os olhos de um lado para outro;

j)     Focalizar o dedo e aproximá-lo e afastá-lo;

k)    Movimentar a cabeça para frente e para trás, e depois de um lado para outro;

l)     Curvar-se para frente e pegar objetos no chão;

m)  Pegar objetos da mão do fisioterapeuta e devolvê-los, em diferentes alturas;

n)    Jogar uma bola de uma mão para outra acima do nível dos olhos;

o)    Com os braços abertos encima da bola, movimentar a bola de um lado para outro.

 

            Outros exercícios sugeridos são:

 

a)    Com as mãos unidas, realizar movimentos de um lado para o outro com o corpo;

b)    Realizar a rotação de tronco em cima da bola;

c)    Sentado na posição “cavalinho”, ir para frente e para trás;

d)    Nesta mesma posição, pular sobre a bola;

e)    Sentado na bola, ir para frente e para trás, com ajuda do fisioterapeuta;

f)     Paciente em decúbito dorsal, fisioterapeuta eleva uma perna e abaixa a outra, movimentando o paciente em cima da bola. Paciente com os olhos fechados.

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

 

 

 

Convidamos o (a) Sr (a) para participar da Pesquisa “Prevalência de pessoas com queixas de tontura que praticam Pilates no oeste catarinense”, sob a responsabilidade da pesquisadora Daniela Dias Oliva, a qual pretende identificar a incidência de pessoas praticantes de Pilates que apresentam queixas de tonturas no Oeste Catarinense.

Sua participação é voluntária e se dará por meio de um questionário enviado através de e-mail, instagran, facebook, whatsApp ou messenger.

A sua participação é isenta de despesas e tem direito a indenização por eventuais danos decorrentes de sua participação na pesquisa.

A pesquisa se justifica pelo alto índice de queixa de tontura observado dentro de estúdios de Pilates, sendo os riscos da pessoa se sentir constrangida em responder alguma questão.

Se depois de consentir em sua participação o Sr (a) desistir de continuar participando, tem o direito e a liberdade de retirar seu consentimento em qualquer fase da pesquisa, seja antes ou depois da coleta dos dados, independente do motivo e sem nenhum prejuízo a sua pessoa.

O (a) Sr (a) não terá nenhuma despesa e também não receberá nenhuma remuneração. Os resultados da pesquisa serão analisados e publicados, mas sua identidade não será divulgada, sendo guardada em sigilo. Para qualquer outra informação, o (a) Sr (a) poderá entrar em contato com a pesquisadora, Daniela Dias Oliva pelo telefone (49) 9 9989 0647, ou poderá entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa –CEP/UnC, na Av. Presidente Nereu Ramos, 1071, Jardim do Moinho, Mafra-SC, telefone (47) 3641-5500 e/ou e-mail comitedeetica@unc.br

 

Eu,________________________________________________________, fui informado sobre o que o pesquisador quer fazer e porque precisa da minha colaboração, e entendi a explicação. Por isso, eu concordo em participar do projeto, sabendo que não vou ganhar nada e que posso desistir quando quiser, sem qualquer explicação. Este documento é emitido em duas vias que serão ambas assinadas por mim e pelo pesquisador, ficando uma via com cada um de nós.

                                                                                                                                           

 

 

Data: ___/ ____/ _____

 

 

 

________________________________

Assinatura do participante

 

 

__________________________________

Assinatura do professor Responsável

Profissão:

Nº de Registro no Conselho/CPF                                      Impressão do dedo polegar

                                                                                           Caso não saiba assinar

 

 

 

 

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