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CIRCULAR N° 02 CREFITO-10 - CORONAVIRUS


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Publicado em: 17/03/2020

CIRCULAR N° 02, DE 16 DE MARÇO DE 2020.

 

 

Recomenda medidas preventivas para a redução dos riscos de contaminação com o novo coronavírus (COVID-19), no âmbito dos atendimentos prestados por Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais nos mais diferentes ambientes terapêuticos.

 

O Presidente do Conselho do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 10ª Região – CREFITO-10, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei n° 6.316, de 17 de dezembro de 1975.

Considerando a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19);

Considerando a Portaria nº 188/GM/MS, de 04 de fevereiro de 2020, que declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19);

Considerando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em 11 de março de 2020, que a contaminação com o novo coronavírus (COVID-19), caracteriza pandemia;

Considerando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgadas em 27 de fevereiro de 2020, para prevenir a propagação do novo coronavírus (COVID-19) no ambiente de trabalho;

Considerando a necessidade de conter a propagação da infecção e transmissão, bem como preservar a saúde dos profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais e seus respectivos pacientes/clientes/usuários.

Considerando que a experiência em países que não tomaram medidas reais de contensão da propagação do contágio na fase inicial, mostra que a reclusão total obrigatória foi a forma que os governantes encontraram para conter tal propagação;

Considerando a necessidade de manter, tanto quanto possível, a assistência profissional fisioterapêutica e terapêutica ocupacional nos casos de indubitável necessidade;

Considerando que a medida mais eficaz para evitar a propagação do vírus é a prevenção, tendo o Poder Público o dever de agir diante da situação que ora se apresenta;

 

RECOMENDA:

 

1-    A imediata suspensão de todos os atendimentos que possam ser suspensos, sem prejuízo à evolução do paciente/cliente/usuário;

2-    A suspensão dos atendimentos deve ser rigorosamente observada nas populações entendidas como de risco (idosos, doentes com patologias crônicas entre outros largamente citados pela ciência bem como aqueles que o profissional responsável entenda seguro suspender os atendimentos);

3-    Nos casos em que seja absolutamente necessário o atendimento, recomendamos que este seja efetuado de forma individualizada e que atendimentos concomitantes de pacientes mesmo que sejam aplicados por profissionais diferentes, devem ser evitados;

4-    Todas as atividades terapêuticas, sociais, educacionais ou de qualquer outra natureza, que ocorram em grupo(s), sejam imediatamente suspensas, orientando seus pacientes a evitar esse tipo de atividade, mesmo quando promovida por outras entidades (Associação de Moradores, Associação de Bairro, Grupos Comunitários, etc.);

5-    Que os profissionais sigam e orientem seus pacientes a seguirem todas as recomendações dos gestores locais, Municipais, Estaduais e Federais, de acordo com a singularidade de cada cidade, mantendo-se o mais informado possível sobre a situação em sua cidade, estado e no país;

6-    Que todos os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais evitem locais com aglomerações e observem dentro do possível a restrição do contato social;

7-    Intensificar os cuidados com a higienização dos equipamentos terapêuticos, tais como: estetoscópio, goniômetro, esfigmomanômetro, martelo de reflexo, macas, tatames, cadeiras, bem como todos os outros recursos que são necessários a prática terapêutica, que devem ser rigorosamente higienizados após o término de cada atendimento;

8-    Observar os mesmos cuidados nas áreas ditas comuns, orientando suas equipes de apoio e colaboradores quando for o caso a redobrar a atenção e cuidado nos procedimentos de higienização, principalmente em maçanetas, corrimãos, botoeiras, telefones, teclados, mesas, cadeiras, banheiros e outros ambientes de uso comum;

9-    Em relação a utilização de EPIs, recomendamos a utilização de máscara protetora (tanto para o profissional, quanto para o paciente),  luvas descartáveis que devem ser dispensadas (lixo contaminado) a cada atendimento, jaleco/avental/capote descartável, que da mesma forma devem ser descartados a cada atendimento, devendo ampliar o uso de EPI’s (touca, óculos de proteção, protetores faciais, entre outros) sempre que julgar necessário e oportuno para manutenção da segurança do profissional e do paciente/cliente/usuário;

10- Observar as condições do ambiente no que diz respeito à circulação do ar, mantendo sempre que possível janelas e portas abertas;

11- Abolir no ambiente terapêutico cumprimentos com apertos de mão, abraços e beijos, nos casos em que os usos e costumes apontam para a necessidade social desse tipo de cumprimento, orientar/esclarecer de forma pedagógica sobre o motivo de tal mudança de hábitos e costumes;

12- Orientar os pacientes e seus acompanhantes a desmarcar consultas e atendimentos caso estejam com sintomas de resfriado/gripe (tosse, coriza, febre, falta de ar);

13- Suspender imediatamente todo e qualquer atendimento a pacientes sintomáticos (tosse, coriza, febre, falta de ar), orientando que este procure os serviços de diagnóstico;

14- Caso seja inevitável o atendimento ao paciente, que este seja orientado a lavar as mãos com sabão e água corrente, imediatamente ao chegar na clínica/consultório e somente após utilizar álcool gel ou similar;

15- Orientar aos pacientes que se encaminhem sozinhos até a clínica/consultório e caso estes necessitem de acompanhamento, que o acompanhante passe pelo mesmo processo de higienização e se retire da clínica/consultório o mais rápido possível, aguardando o término do atendimento de preferência em local arejado e sem aglomerações;

16- Solicitar aos pacientes a rigorosa observância do horário marcado, mantendo a sala de espera o mais vazia possível;

17- Que sejam suspensos todo e qualquer atendimento à pacientes que retornaram de viagem ao exterior ou áreas sabidamente contaminadas, por um período não inferior a 14 dias (quarentena), mesmo que assintomáticos;

18- De igual forma, recomendamos a paralisação imediata de todas as atividades acadêmicas que possuem algum tipo de contato com pacientes (estágios e aulas práticas) em todos os ambientes de ensino (clínicas, consultórios, hospitais, centros de reabilitação e similares);

19- No âmbito hospitalar, recomendamos que os profissionais busquem garantir a segurança de seus pacientes e as suas próprias, usando as medidas aqui recomendadas, ampliando sempre que julgar necessário ou orientado por entidade competente;

20- Para os serviços de atendimento domiciliar (Home Care), se faz necessário que nos casos onde os atendimentos sejam mantidos, haja por parte do profissional não só a observação de todas as recomendações de segurança, mas também que este evite ao máximo a exposição cruzada de pacientes tidos como de risco;

Esclarecemos que essas recomendações são passíveis de mudança a medida em que o cenário epidemiológico e as orientações dos órgãos governamentais sejam alteradas;

 

Esta Circular entra em vigor na data de sua publicação no sítio eletrônico do CREFITO-10.

 

 

Florianópolis, 16 de março de 2020.

                         

Sandroval Francisco Torres

Presidente do CREFITO-10

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